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quinta-feira, 5 de setembro de 2013


Fim de tarde. Circulo na auto-estrada.  Vou remoendo uma conversa antiga. Rio-me da situação. Consulta de dentista. (quem lhe teria dado a ideia de se mudar para o cú de Judas). Orçamento indigno de se apresentar a quem vem de tão longe para abrir a boca. Respiro fundo e decido solução temporária. O dentista não me cobra cheta, talvez sensibilizado pela minha reacção à proposta exorbitante apresentada. Abandono consultório - pelo menos foi de borla. A minha amiga R. telefona-me. Dou-lhe a triste notícia do enfardanço inescrupuloso, imoral e escandaloso de que vou ser vítima. Conversa flui para outros assuntos. Desligamos. A minha amiga I. liga-me. Dou-lhe a triste notícia do enfardanço inescrupuloso, imoral e escandaloso de que vou ser vítima. Conversa flui para outros assuntos. Chego à portagem. O meu cérebro pergunta-me onde está o talão da portagem. Eu não sei responder. Começo a puxar a cassete atrás. Não consigo visualizar o momento em que o dedo carrega no botão. Momento inexistente na cassete. Arrota 26,40€, outra vez.


2 comentários:

  1. Conduzir e estar ao telefone ... não dá.
    Já sei, vais dizer que era 'mãos livres' e tal.
    Pouca diferença faz.

    A culpa foi do dentista e ... do "cú de Judas".
    :)

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    Respostas
    1. Era mãos livres e tal...
      E sim faz pouca diferença, I KNOW!
      Mas se tivesses levado com um orçamento exorbitante também querias desabafar.
      E sim, a culpa foi do Judas, não foi sempre assim? :)

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